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Iniciativa da Organização Odebrecht de apoio à pesquisa histórica e à produção editorial brasileira, o Prêmio Clarival do Prado Valladares anuncia o projeto vencedor da 6ª edição. Com o tema “Açúcar em águas revoltas: o comércio entre Brasil, Portugal e Holanda (1595-1618)”, o economista e historiador Daniel Strum teve seu trabalho selecionado entre os mais de 200 projetos inscritos.

Baseado em seu doutorado em História, cursado na Universidade Hebraica de Jerusalém, o trabalho descreve o processo de comercialização da principal commodity do Brasil colônia: o açúcar. A pesquisa será concluída no fim de 2011, quando será lançado o livro com a qualidade editorial das Edições Culturais Odebrecht.

O trabalho de Strum apresentará um panorama da evolução da produção, comercialização e consumo de açúcar desde o início da colonização do Brasil até a invasão holandesa em 1630. Com um rico material colhido in loco nos arquivos do Porto, Lisboa e Amsterdã, a originalidade do projeto está justamente na integração e no cruzamento de fontes e literatura portuguesas, holandesas e brasileiras.

Os contextos geopolítico e religioso, que geravam graves riscos e desafios à atividade mercantil – desde perda e danos a bens até prisão e morte dos mercadores –, também serão explorados no livro de Strum. A pesquisa também mostrará como a Reforma e a Contra-Reforma alimentaram a rivalidade entre os países católicos e protestantes na Europa e fora dela.

A sexta edição do Prêmio Clarival do Prado Valladares registrou 218 trabalhos inscritos por pesquisadores de 18 estados brasileiros. As temáticas versavam sobre as mais diversas áreas – história, arte, arquitetura, antropologia e política. O estado que enviou o maior número de inscrições foi São Paulo, com 60 projetos, seguido do Rio de Janeiro (44) e Bahia (33). Entre os inscritos, profissionais das áreas de História, Jornalismo e Comunicação, Ciências Sociais, Arquitetura e Urbanismo, Letras, entre outras.

Para a 7ª edição (2010), podem se inscrever no Prêmio Clarival do Prado Valladares, até o dia 30 de abril, pesquisadores de todo o Brasil, vinculados ou não a instituições acadêmicas, com projetos de pesquisa inéditos nas áreas de história econômica, evolução sociopolítica e criação artística das várias regiões brasileiras. A Organização Odebrecht é responsável pelos recursos necessários à realização completa dos projetos selecionados, da pesquisa à edição de livro ilustrado.

O Prêmio é uma das poucas oportunidades de se obter patrocínio para pesquisa histórica fora das fontes oficiais de financiamento. Não existe um valor pré-determinado para o patrocínio, que depende de cada projeto selecionado. Desde que foi criado, em 2003, recebeu quase mil inscrições e já publicou cinco livros. Entre os títulos, Igreja e Convento de São Francisco da Bahia, da professora Maria Helena Ochi Flexor e do Frei Hugo, recém-lançado, que celebra também os 50 anos de contribuição cultural da Organização Odebrecht.

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